sexta-feira, 29 de julho de 2011


Eu: Mãe, eu tava aqui pensando: no fundo nós, mulheres, não deixamos de ser criança...
Mãe: Como assim?
Eu:Ah... É que assim como quando éramos crianças, nós costumamos fantasiar o futuro; às vezes brincamos e até pensamos que um salto alto faz de nós "gente grande". Mas, o principal: tentamos 'brincar' com os meninos, mas eles acabam nos machucando. Porque as meninas levam a brincadeira tão a sério, que chegam a achá-la real. Mas os meninos, mãe... Eles sempre acabam deixando tudo pela metade. :(
Mãe: Minha filha... Aprende que sempre vai ter um idiota que não vai entender seu amor por ele. Aprende, que talvez doa menos.
        Por: Priscyla Marques.

domingo, 24 de julho de 2011

Palavras sem nexo, sentimento coerente


O que você quer é que eu esteja por baixo ou por cima de você.
Tenho tentado ser o mais delicada possível nas palavras. Mas
Você tornou minha literatura suja.
As palavras delicadas não mais cabem aqui. Fui egoísta, sei. Queria um pouco desse pozinho mágico que nos faz ir pra longe. Não estou falando de cocaína- não ria, pois também não estou tentando ser engraçada. Estou tentando ser metafórica: falo daquele pozinho que aquela fadinha caprichosa joga nas crianças que não querem crescer e as levam para Neverland... Ah, sim! A danadinha se chama Sininho. Pois bem, deixando minhas voltas pra depois, retormemos ao tema mor: minha literatura suja.
Como diria a Tati B. "Minha vontade de ser feliz é tão grande quanto a sua de gozar'.
            PMP

sexta-feira, 15 de julho de 2011

De: Guilherme



Para: Priscyla

Querida Pri

Queria escrever isso com uma máquina de escrever, como um
manuscrito antigo e charmoso enviado numa carta ao seu apartamento, mas não
tenho a maquina e nem seu endereço. Então escrevo aqui mesmo. Conheci você ,
engraçado como isso aconteceu, era um dia de chuva aqui onde eu moro, nas
primeiras palavras notei que você era boa com as mesmas,  nunca sorria claramente, só mandava e manda
carinhas, altamente louca de um jeito que me faz sorrir. Diferente e ao mesmo
tempo igual, igual a si mesma numa diferença que só quem realmente sabe
entender enxerga,  é loira e morena,
olhos escuros e uma boca linda, charmosa e aparentemente gostosa.  Uma boneca de porcelana, linda nos seus mais
mínimos detalhes, perfeita nos seus mais lindos defeitos, você é a mulher que
salva o resto do mundo de mulheres, é perigosa, engraçada, esperta, maravilhosa
e confunde qualquer um, não só ao ponto de delirarem por você, mas ao ponto de
não saberem mais algo sobre si mesmo sem você. Encontrei você, não estava
procurando e nem querendo, pura ironia desse maldito destino, foi um acidente
praticamente, o tempo costuma não passar quando conversamos, parece que ele
congela pra mim, e logo depois quando eu percebo ele passa num piscar de olhos
quando você não responde, demora ou simplesmente sai, ignora.  Seus olhos mostram o quão machucada você já
foi e o tanto que você pode suportar, mas mostra a sua essência, o que todos os homens procuram numa mulher e
geralmente não encontram, você é você independente do que todos acham, do que
todos pensam, se sinta orgulhosa disso, de ser quem você é.  O mundo é confuso, cheio de merdas que
transformam as pessoas, que mudam o caminho de todas elas, que fazem a maioria
se perderem, mas você consegue fazer seu próprio caminho, tem um talento nas
mãos e sonhos, que todos tem, um dia alguém me disse que quando você olhar ao
céu a noite e enxergar uma estrela, aquela estrela que te chamar atenção, é por
que tem uma pessoa  que quer a sua
atenção, que precisa de você. E toda noite que eu decido olhar as estrelas eu
encontro você, brilhando como sempre. Você deve cheirar bem, como um lar e um
dia quero experimentar seu café, coisas simples que fazem de você... Única.
Fodidamente perfeita,  o que não tem como
descrever, só impressionar, a boa noticia é que você me tem, e talvez pra mim a
boa noticia é que eu tenho você, e a má é que não podemos nos tocar nesse exato
momento, essa é má pra nós dois se a boa foi boa pra nós dois. Isso corta por
dentro qualquer coisa, qualquer pessoa, saber que você é a mulher dos sonhos e não poder te dar um orgasmo...

(...)Você fez falta a partir do momento que te conheci.

                                               Take care.                                            Gui <3

Para mentalizar:
 Eu loira






Eu morena

Minha boca 





Obs.:  
   As reticências indicam 'censura' daquilo que só eu saberei. Afinal, algo disso teria que ser só meu, não é?
   Beijos megamente barulhentos para o Gui... Que me escreveu este texto tão lindo *.* 

Post Mega rápido



 


Ana- É como se minha cama falasse.

Jorge- E o que ela diz?

Ana- “Vinde a mim todos aqueles que desejam”.

      Priscyla Marques

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dor chamada "Esperança"

 
 
-Todas as coisas que dissemos um ao outro, não foram o bastante pra mostrar que ficaremos juntos pra sempre. Por isso decidi não falar mais nada. Estou cansada de brincar de ser donzela- disse Beatriz, vulgo “Bia estrela”.
-Mais essa agora? O que você acha que eu venho fazer aqui todos os dias? Eu não quero apenas ir pra cama com você! Se for pra ir, que seja na NOSSA cama. Já te falei. – disse Petrus.
     Beatriz começou a trabalhar cedo. No início, para ajudar a mãe nas costuras que fazia. Cresceu acostumada a trabalhar. Até que sua mãe ficou doente e ela se viu num beco sem saída, sendo a única pessoa que podia lhe oferecer algum amparo.
     Depois dos dezessete anos de idade conheceu os ‘prazeres da carne’ e achou que trabalhar com aquilo não deveria ser tão ruim. Pois, ela gostava e diziam que se ganhava muito dinheiro em pouco tempo. Ela ficaria apenas o suficiente para pagar as dívidas de remédios.
     Petrus foi um de seus primeiros clientes. Moço bem de vida- não chegava a ser rico-, bem aparentado e, além de tudo gentil. “Onde já se viu: ser gentil nessas coisas?” pensava Bia.
     A verdade é que ela não tinha conseguido ficar apenas o suficiente. Foi forçada a vender-se por mais tempo do que imaginava. Petrus tornou-se uma espécie de “Happy- hour”, só um intervalo entre sua vida de tantos desprazeres.
     Agora o moço queria tirá-la de lá. Ora essa! Depois de quatro anos usufruindo de seus serviços, agora ele lhe vinha com essa estória de casar.
     Naquele pequeno quarto “Bia Estrela” passou (e ainda passava) as piores noites de sua vida. E, em contraponto os melhores momentos também.
     Qual o ser humano que nunca pecou? Pois que atire então a primeira pedra. Mas ela se sentia imbuída de pecados. Sem perdão: havia estabelecido o preço a se pagar. E pagavam. Mas era tão pouco... O valor era tão menor que ela, tão menor que seus sonhos.
-Querido, eu estaria mentindo se dissesse que não é isso o que todos procuram. Onde você pensa que está? Heim? Aqui está cheio de “frutos proibidos”. Você pode escolher o que quiser: são todos iguais.
-Está bem, senhorita. Se você não acredita o problema é seu. Você acha que se eu não quisesse nada sério, perderia meu tempo e meu dinheiro falando, quando na verdade deveríamos estar fazendo outra coisa? Eu poderia escolher qualquer uma dessas que cobram bem pouco e que nem sequer se importam em saber nosso nome. Afinal, segundo você, são todas iguais. Não é?
     Ali estava uma mulher que havia se acostumado a não tomar mais as rédeas da própria vida. O preconceito estava em si: caso se casasse realmente, o que diria a família de Petrus? Nunca a olhariam com respeito. Ela nunca deixaria de ser uma qualquer.
     O tempo já estava acabando e Bia começou a chorar enquanto falava para Petrus o que sentia:
 -Desculpe, eu sei que tenho andado um pouco sentimental, mas é que dessa vida eu tento me esconder. Não quero tirar você de perto de mim, pois sem você já não sei viver. Não estou dizendo que você é o meu mundo, só que sem você ele não vai acontecer. De que adianta ficarmos juntos se o meu passado vai comigo? Não dá pra deixar ele aqui.
     Petrus, ao olhá-la, via que o tempo em que ficara ali havia feito de Beatriz uma pessoa sem perspectiva e que ele não podia fazer mais nada a respeito. Ele já havia lutado demais. Vestiu-se. Beijou-a e falou que era uma pena aquele amor ter acabado daquele jeito. Enquanto calçava os sapatos continuou:
 - Não pense que eu quero que você se esqueça do tanto que sofreu. Saiba que durante todo esse tempo eu te amei de verdade. E que esse nosso mundinho fechado, dentro desse apartamento, poderia caber em qualquer lugar. Bem longe daqui.
-Você sabe que eu nunca vou mudar não é? Essa é minha vida, entenda.
-Não pense que eu quero te concertar. Você não está quebrada.
     Ele se levantou com uma idéia na cabeça: nem sempre duas pessoas que se amam têm o bastante para continuarem juntas. É a condição da continuidade: amor não basta.
     Ao abrir a porta, virou-se para ouvir o que Bia falava:
-Acho que nós dois concordamos que eu não sou nenhuma estrela, não é mesmo? Que tal você me sugerir um novo nome? Assim sempre vou lembrar de nós dois.
     Depois de pensar um pouco respondeu:
-“Hope”.
-Achei que soou legal. Petrus, você ainda me ama?
-...
-Sim ou não?
-Acho que não dá mais pra te amar.
-Então não daria certo.
-Por quê?
-“Ou o amor é eterno ou não era amor”.
     Bia e Petrus ficaram se olhando por alguns segundos, até que ele tomou coragem e, depois de um sorriso doído, fechou a porta. Ela então correu para a janela do prediozinho decadente e, antes que ele entrasse no carro perguntou:
-O que quer dizer “hope”, querido?
-Quer dizer “esperança”.
     Petrus entrou no carro e foi embora.
     “Hope” se endireitou e deitou na cama. Triste, para cumprir com mais uma hora de trabalho. Pura ironia para quem acabava de ser batizada com o nome Esperança.


Texto: Priscyla Marques

domingo, 10 de julho de 2011

Que se danem os astros!


Não dá pra te amar em uma noite e na manhã seguinte tentar me convencer de que foi só mais uma casualidade. Porque daqui a algum tempo- talvez quando eu estiver tomando café, ou daqui a dez anos, enquanto espero o sinal abrir, vendo uma fila enorme de carros em minha frente- eu vou lembrar de você. Porque nada é tão casual, tão fútil, que não seja lembrado em algum momento- mesmo que rapidamente. Não me leve a mal. Não estou dizendo que você se compara a coisas fúteis... Só estou tentando te explicar, que a sua lembrança será inevitável. E que, mesmo que não seja nada romântico, eu sei que há grandes chances de que um dia nós possamos nos separar por um motivo qualquer, tão menor que o nosso sentimento. Você entende, agora? As pessoas cometem erros e esses erros, na maioria das vezes, levam algo que elas amam. Seja lá o que for.
Outro dia uma amiga pôs baralho para mim e as cartas diziam que uma pessoa iria entrar na minha vida e me transformaria. Seria um grande amor. E o que achei? Terrível! Por que, eu já te conhecia, você já estava em minha vida. Eu não quero nenhum grande amor que não seja o seu. Eu queria tanto poder mudar tudo isso, mandar o futuro amor pro espaço... Por isso quero que você saia daqui agora. E o que tudo isso tem a ver com te amar em uma noite e tudo o mais? Bem, como já disse, sua lembrança será inevitável. E eu tenho tanto medo de que você se torne só uma daquelas lembranças ‘rápidas’... Por isso eu prefiro acreditar que eu posso mandar no meu destino. Portanto saia já daqui. Mas depois volte correndo pra mim e me fale de todas as coisas que você não me falou. Eu vou querer saber muito sobre a mulher que acaba de entrar em minha vida. Percebe? Você estará entrando novamente em minha vida. E eu terei a sorte de te amar mais uma vez. Tudo é cíclico. E é nessas palavras, talvez meio bobas, que meu amor mora e me trás sempre de volta até você. É isso o que nos une: o amor. E que se danem os astros! Então vem, amor. Eu finjo que não esperava.

Priscyla Marques.
Gênero: Conto(trechos do conto "Acasos")